Márcia Ramos
Fazer poesia é derramar amor sobre uma folha de papel em branco!
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A mente é terreno ‘minado’...



Enquanto você dorme, eu caminho...
Enquanto você sonha, eu reflito...
Nas minhas caminhadas semanais (cerca de uma hora e meia), solto os grilhões dos pensamentos.
É o momento de reavaliar fatos que ficaram registrados no “reservatório de lembranças”; seja de um minuto, uma semana, um ano ou muitos anos atrás!
No embalo da música, mantenho o ritmo das passadas, porém os pensamentos... É impossível controlar! Eles brotam com a rapidez de um simples piscar de olhos.
Se fossem apenas boas e significativas lembranças, seria ótimo, mas infelizmente, não é bem assim...
Não temos como ‘peneirar’ a mente, deixando somente o que desejamos relembrar.
O nosso cotidiano é pautado de alegrias e tristezas, mas são as tristezas que deixam feridas profundas, muitas vezes, difíceis de cicatrizar.
Diariamente nos deparamos com notícias que abalam nossas estruturas de simples mortais, algumas, residirão para sempre no ‘porão’ da nossa alma.
Exemplos disso são os tsunamis, terremotos, maremotos, furacões, erupções vulcânicas enchentes e muitos outros desastres naturais que devastam cidades inteiras em todo o mundo. Quando lemos sobre esses ocorridos, é óbvio, ficamos chocados, mas é uma dor ‘resignada’, afinal, são causadas pela ira da natureza e não por nossa vontade.
Entretanto, quando nos deparamos com crimes que abalam a humanidade e em nada agregam as leis que regem o Universo, é desolador!
Quem esquece o episódio das Torres Gêmeas; do psicopata que invadiu uma escola em Realengo - na cidade do Rio de Janeiro - matando friamente vários estudantes; da chacina da Candelária; da mãe que foi assaltada e no desespero de sair do veículo, não conseguiu tirar o cinto de segurança do filho, que pendurado, foi cruelmente arrastado pelas ruas até a morte; da médica que matou vários pacientes no Sul e tantos outros casos? Quem esquece? Acho que ninguém. 
Há alguns meses o Brasil parou, quando supostamente, um menino de 13 anos matou os cinco membros da sua família.
Esta semana ficamos estarrecidos com o poder de crueldade das mentes malignas!
Como alguém em sã consciência, e aqui precisamos fazer um parêntese - com nível superior, ou seja, pessoas dotadas de conhecimento e cultura - têm a coragem de matar fria e barbaramente um porteiro, que apenas fazia o seu trabalho e numa discussão simplória, teve sua vida abreviada com ‘requintes’ de crueldade?
Você já parou para pensar como estão os parentes e amigos de todas essas pessoas?
Imagine...
Em um minuto você está ao lado do seu ente querido, seja o marido, a filha, o irmão, a mãe e no outro, recebe a notícia que foram brutalmente assassinados.
Você percebe que toda uma vida se foi... Sonhos, desejos articulados durante anos, se esvaem, como a água que escorre entre os dedos. É triste, é desolador...
Augusto Cury diz que devemos viver nossas emoções com intensidade; sejam boas ou ruins.
O Padre Fábio de Melo diz que precisamos de um tempo para ‘chorar’ nossa dor, e somente depois, sepultarmos, definitivamente, nossas tristezas. 
Fica no ar a pergunta... Mas por quanto tempo?
Quanto tempo será necessário para juntar em ‘sentimentos’, os pedaços desse corpo que foi mutilado?
Existe algum dinheiro que restitua o valor dessa e de outras vidas?
Eu, humildemente, digo: “A nossa mente é um terreno ‘minado’; estamos sempre prontos para explodir! Precisamos ser cautelosos ao ‘pisar’ na Terra das emoções.”
O ser humano precisa se autoavaliar, entender o próximo, compreender a razão de estar nesse mundo, melhorar a sua relação com o Universo. Somente assim, a raça humana se perpetuará.
Bom seria, se todos fizessem uma ‘caminhada’, e nessa, refletissem sobre suas atitudes diárias. Mas como isso não é possível, ouçam apenas os seus corações! Já será um grande progresso emocional!
Quem sabe, um dia, consigamos viver em total irmandade nesse mundo!
Quem sabe?






Conheçam!!

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Márcia Ramos
Enviado por Márcia Ramos em 07/06/2014
Alterado em 09/06/2014
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